Páginas

Minha foto
são paulo, zona leste, Brazil

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Erik Erikson - Teoria Psicossocial

Erik Erikson.
Nasceu na Alemanha em 1902, faleceu aos 92 anos de idade nos Estados Unidos. É considerado o primeiro psicanalista infantil americano. Filho de pai desconhecido recebeu o nome de seu padrasto, mas muito cedo saiu pelo mundo em busca de sua identidade. Estudou antropologia, atuou junto a tribos indígenas e se tornou um importante professor de desenvolvimento humano na Universidade de Harvard. Suas idéias sobre o desenvolvimento humano e o desenvolvimento da identidade em etapas constituem um aporte de essencial valor.
          Tornou-se psicanalista após trabalhar com Anna Freud (filha de Sigmund Freud), porém, em seus estudos, não focou no id e nas motivações conscientes como os demais psicanalistas, mas nas crises do ego no problema da identidade.
Os conceitos de crises de identidade defendidos por Erikson, talvez tenha sido provenientes do desconhecimento do seu pai biológico e dos preconceitos que sofreu na vida pelo fato de ser judeu.
O tema central do desenvolvimento da personalidade proposta por Erikson é a busca da identidade do ego. Para ele, o desenvolvimento humano se divide em oito estágios que apresentam crises e conflitos para serem superados.
          Erikson ficou conhecido como criador de novos conceitos – como o ciclo da vida, a identidade e a crise da identidade. Ele proporcionou um insuperável aporte para a compreensão das etapas infantis do desenvolvimento e dos aspectos psicossociais envolvidos nessa relatividade que define as identidades individuais e sociais.
Sua proposta é uma teoria da psicologia diferente de Freud, que se centrou no inconsciente e no ego.
          Erikson dá especial importância ao período da adolescência, pelo fato de ser na transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta.
          Na Teoria Psicossocial, o desenvolvimento evolui em oito estágios. Os primeiros quatro estágios decorrem no período de bebê e da infância, e os últimos três durante a idade adulta e a velhice.
Cada estágio contribui para a formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar.
          A formação da identidade inicia-se nos primeiros quatro estágios, e o senso desta negociado na adolescência evolui e influencia os últimos três estágios.

A seguir, os oito estágios de desenvolvimento proposto por Erikson:

1. Confiança X Desconfiança  (até um ano de idade)
Durante o primeiro ano de vida a criança é substancialmente dependente das pessoas que cuidam dela, requerendo cuidado quanto à alimentação, higiene, locomoção, aprendizado de palavras e seus significados, bem como estimulação para perceber que existe um mundo em movimento ao seu redor. O amadurecimento ocorrerá de forma equilibrada se a criança sentir que tem segurança e afeto, adquirindo confiança nas pessoas e no mundo. 

2. Autonomia X Vergonha e Dúvida (segundo e terceiro ano)
Neste período a criança passa a ter controle de suas necessidades fisiológicas e responder por sua higiene pessoal, o que dá a ela grande autonomia, confiança e liberdade para tentar novas coisas sem medo de errar. Se, no entanto, for criticada ou ridicularizada desenvolverá vergonha e dúvida quanto a sua capacidade de ser autônoma, provocando uma volta ao estágio anterior, ou seja, a dependência. 

3. Iniciativa X Culpa (quarto e quinto ano)
Durante este período a criança passa a perceber as diferenças sexuais, os papéis desempenhados por mulheres e homens na sua cultura (conflito edipiano para Freud) entendendo de forma diferente o mundo que a cerca. Se a sua curiosidade “sexual” e  intelectual, natural, for reprimida e castigada poderá desenvolver sentimento de culpa e diminuir sua iniciativa de explorar novas situações ou de buscar novos conhecimentos.

4. Construtividade X Inferioridade (dos 6 aos 11 anos)
Neste período a criança está sendo alfabetizada e freqüentando a escola, o que propicia o convívio com pessoas que não são seus familiares, o que exigirá maior socialização, trabalho em conjunto, cooperatividade, e outras habilidades necessárias. Caso tenha dificuldades o próprio grupo irá criticá-la, passando a viver a inferioridade em vez da construtividade. 

5. Identidade X Confusão de Papéis (dos 12 aos 18 anos)
O quinto estágio ganha contornos diferentes devido à crise psicossocial que nele acontece, ou seja, Identidade Versus Confusão. Neste contexto o termo crise não possui uma acepção dramática, por tratar-se de a algo pontual e localizado com pólos positivos e negativos.

6. Intimidade X Isolamento (jovem adulto)
Nesse momento o interesse, além de profissional, gravita em torno da construção de relações profundas e duradouras, podendo vivenciar momentos de grande intimidade e entrega afetiva. Caso ocorra uma decepção a tendência será o isolamento temporário ou duradouro.

7. Produtividade X Estagnação (meia idade)
Pode aparecer uma dedicação à sociedade à sua volta e realização de valiosas contribuições, ou grande preocupação com o conforto físico e material. 

8. Integridade X Desesperança (velhice)
Se o envelhecimento ocorre com sentimento de produtividade e valorização do que foi vivido, sem arrependimentos e lamentações sobre oportunidades perdidas ou erros cometidos haverá integridade e ganhos, do contrário, um sentimento de tempo perdido e a impossibilidade de começar de novo trará tristeza e desesperança.


ID – aspecto da personalidade relacionado com as reações instintivas
EGO – o eu de qualquer indivíduo, a experiência que o indivíduo possui de si mesmo